O aquecimento do vinho durante o envelhecimento é único e remonta à época dos Descobrimentos, nos séculos XV e XVI, quando os navios à vela passavam pela ilha para se abastecer de água e provisões. O vinho era transportado em barris a bordo, servindo de bebida para os marinheiros e também de lastro para os barcos.
A lenda conta que, numa viagem de ida e volta à Índia, os barris devolvidos ao produtor mostraram uma melhoria significativa no vinho, atribuída ao aquecimento natural durante as travessias pelo Equador. Com o tempo, esta prática de enviar vinhos em viagens longas tornou-se habitual, dando origem aos “vinhos da roda”.
Hoje, este envelhecimento é replicado nas adegas da ilha através dos métodos de Estufagem e Canteiro. Com o avanço dos navios a vapor, as viagens tornaram-se mais rápidas, levando os produtores a desenvolver o sistema de canteiro e, posteriormente, a inventar a estufagem para acelerar o processo de envelhecimento e responder à crescente procura.